Deal ID em Mídia Programática: as quatro rotas de compra negociada

Em reunião de planejamento, "fecha um deal com esse publisher" costuma significar quatro coisas diferentes. As quatro produzem um ID de transação, e só uma delas reserva inventário.
A diferença entre elas não está no relacionamento comercial nem no tamanho da verba. Está em dois campos de configuração: se a entrega é garantida e se o preço é fixo ou é piso.
Essa combinação define quem pode dar lance naquela impressão, quanto o lance vale e se existe obrigação de comprar.
O ID da transação é um campo do pedido de lance, não um contrato
A documentação de desenvolvedor do Google para o Authorized Buyers, em português, consultada em 7 de outubro de 2026, mostra onde a negociação aterrissa tecnicamente. O identificador aparece como BidRequest.imp.pmp.deals.id no OpenRTB e como direct_deal_id no protocolo do Google, descrito na página como "Identificador exclusivo do negócio". O preço combinado aparece como fixedPrice na API Marketplace, como fixed_cpm_micros no protocolo do Google e como BidRequest.imp.pmp.deals.bidfloor no OpenRTB. E existe um campo que trata de obrigação, o must_bid, com a instrução literal na mesma página: "Você deve fazer um lance quando receber uma solicitação de lance onde o campo must_bid é true".
São três coisas distintas viajando dentro da mesma requisição: quem é a transação, quanto ela vale e se o comprador é obrigado a responder. O contrato comercial existe em outro lugar, assinado por pessoas. O que a plataforma lê é esse conjunto de campos.
Isso não é novidade de 2026. A página de padrões do IAB Tech Lab registra que a versão 2.2 do OpenRTB, de 2014, trouxe "Exhaustive Deal ID support for Private Marketplaces", e que a versão mais recente publicada ali, a OpenRTB v2.6-202309, de setembro de 2023, acrescentou ao objeto Deal os atributos guaranteed, mincpmpersec e durfloors. O vocabulário tem doze anos de protocolo atrás dele.
Compromisso e tipo de taxa são as duas variáveis que definem a rota
A referência da API do Display & Video 360 na versão 4, em português, consultada em 7 de outubro de 2026, separa os dois eixos em campos próprios da origem de inventário.
O primeiro é o compromisso de entrega. Os valores são INVENTORY_SOURCE_COMMITMENT_GUARANTEED, descrito como "O compromisso é de entrega garantida", e INVENTORY_SOURCE_COMMITMENT_NON_GUARANTEED, "O compromisso é de entrega não garantida".
O segundo é o tipo de taxa. A mesma referência lista CPM_FIXED, "O tipo de taxa é CPM (fixo)", CPM_FLOOR, "O tipo de taxa é CPM (mínimo)", além de custo por dia, custo por hora e taxa flat. Fixo e mínimo são palavras que o briefing costuma tratar como sinônimo de "preço combinado", e elas descrevem duas mecânicas opostas: uma encerra a disputa, a outra abre a disputa a partir de um piso.
Há ainda um detalhe operacional na mesma página que resolve confusão de relatório. O campo dealId é definido como "O ID no espaço de troca que identifica exclusivamente a origem de inventário. Precisa ser exclusivo entre os compradores em cada exchange, mas não necessariamente entre as exchanges". Dois IDs iguais vindos de exchanges diferentes são duas coisas diferentes, e o nome da origem de inventário na plataforma é o que evita que eles sejam somados por engano.
Leilão privado tem convite e piso, e não reserva inventário
A Ajuda do Google Ad Manager em português, na página "Visão geral de leilões privados", consultada em 7 de outubro de 2026, define assim: "Os leilões privados oferecem aos publishers uma maneira de controlar a venda do inventário não garantido convidando compradores específicos para dar lances em preços mínimos definidos".
Duas consequências aparecem na mesma página. A primeira é de prioridade: "Os leilões privados geralmente são veiculados antes do leilão aberto", com exceção quando a alocação dinâmica identifica preços superiores ou quando a otimização do leilão aberto está ativada. A segunda é de destino do inventário: se o comprador convidado não apresentar lance válido acima do preço mínimo negociado, aquela impressão pode ser disponibilizada no leilão aberto.
Quem negocia um leilão privado está comprando acesso e piso, não entrega. É a mesma mecânica de piso que já tratei ao escrever sobre o leilão e a regra de preço mínimo, aplicada agora a uma lista fechada de convidados.
Transação preferencial tem preço fixo, primeira chance e nenhuma obrigação
A Ajuda do Google Ad Manager em português, na página "Programática garantida x Transações preferenciais", consultada em 7 de outubro de 2026, descreve a transação preferencial nestes termos: "você e o comprador negociam um preço e os termos do inventário que ele pode comprar. O comprador tem uma oportunidade inicial ou 'preferencial' de dar um lance pelo preço negociado quando há uma solicitação de anúncio para o inventário".
A mesma página explica por que isso não é garantia: o inventário não fica reservado exclusivamente para o comprador e os compradores não são obrigados a efetuar a compra. O que foi negociado é a ordem da fila e o valor do lance, não o volume.
A palavra "preferencial" soa como reserva e descreve prioridade. Quem aprova um plano com essa rota está comprando a primeira oportunidade de lance a um preço combinado, e o volume continua dependendo do que a disputa deixar passar.
Programática garantida reserva o inventário e cria compromisso de compra
Na mesma página do Ad Manager, a programática garantida aparece como "você e o comprador negociam um preço e os termos do inventário reservado (garantido) para esse comprador. O inventário é atribuído só a esse comprador no preço especificado".
Do lado de quem compra, a documentação do Authorized Buyers em português é igualmente direta: "Em acordos programáticos garantidos, você negocia com os vendedores o número de impressões que comprará a um preço fixo", e ao aceitar a proposta "você se compromete a comprar o estoque do vendedor com base nos termos negociados". É a única das quatro rotas em que o compromisso é dos dois lados, e é no campo must_bid que essa obrigação chega ao pedido de lance.
Há uma restrição de configuração que vale anotar antes de montar o item de linha. A Ajuda do Display & Video 360 em português, na página sobre otimização em todas as campanhas e anunciantes, consultada em 7 de outubro de 2026, registra que "não é possível misturar origens de inventário de programática garantida do YouTube e não do YouTube no mesmo item de linha". Quem planeja vídeo com inventário de YouTube e de publisher no mesmo pedido de inserção precisa separar os itens de linha desde o desenho do plano, não na hora de subir a campanha.
É a rota que responde a um pedido de data, programa ou evento definido, que é como a conversa começa em canais com pouco inventário e muita disputa de calendário. Já escrevi sobre esse desenho ao tratar de como anunciar na televisão conectada e de como se compra impacto em DOOH.
Pacote de leilão usa um ID compartilhado e não é negociação
Existe uma quinta coisa que também chega ao planejador como ID de transação e não pertence à família acima. A Ajuda do Authorized Buyers em português, na página "Criar uma transação", consultada em 7 de outubro de 2026, define: "Um pacote de leilão é um conjunto de inventários de leilão aberto com critérios de segmentação definidos por você". E acrescenta que "um único ID da transação é gerado automaticamente para o pacote de leilão e compartilhado para todas as DSPs", com a agência precisando configurar o gasto em relação a esse ID único.
O mesmo formato de identificador pode carregar uma curadoria de inventário de leilão aberto, sem convite, sem piso negociado e sem reserva. A mesma página separa as duas famílias ao dizer que "as agências podem negociar e finalizar leilões privados, transações preferenciais e programática garantida enviados diretamente pelos publishers", e a diferença prática é a origem do ID: um veio de uma negociação, o outro veio de um recorte de segmentação.
Tabela 1. Rotas de compra identificadas por ID de transação, por compromisso de entrega e tipo de preço. Adaptado da Ajuda do Google Ad Manager e da Ajuda do Authorized Buyers, em português, consultadas em 7 de outubro de 2026. Escopo: documentação global, sem escopo de mercado declarado. A linha de leilão aberto entra como contraste. A coluna "se não houver compra" é leitura minha a partir dessas páginas, não uma classificação publicada pelo Google.
Rota | Entrega | Preço | Quem pode dar lance | Se não houver compra |
Leilão aberto | Não garantida | Leilão, com piso do publisher | Compradores habilitados na exchange | A impressão segue disputada |
Leilão privado | Não garantida | Preço mínimo definido pelo publisher | Apenas compradores convidados | Pode ser disponibilizada no leilão aberto |
Transação preferencial | Não garantida | Fixo, negociado | O comprador da transação, em primeira oportunidade | Segue para as demais rotas |
Programática garantida | Garantida, inventário reservado | Fixo, negociado | Somente o comprador da transação | Há compromisso de compra dos dois lados |
Pacote de leilão | Não garantida | Leilão | As DSPs que recebem o ID compartilhado | A impressão segue disputada |
Onde cada termo negociado aparece na configuração
A conversa comercial produz quatro decisões, e cada uma delas tem endereço. Conferir o endereço antes de aprovar o plano é mais rápido do que descobrir no relatório que a entrega não era garantida.
Tabela 2. Onde cada termo negociado aparece na configuração e no pedido de lance. Fonte: Ajuda e documentação de desenvolvedor do Google para Authorized Buyers e Display & Video 360, em português, consultadas em 7 de outubro de 2026. Escopo: documentação global, sem escopo de mercado declarado.
O que foi negociado | Onde isso aparece |
Identificação da transação | BidRequest.imp.pmp.deals.id no OpenRTB e direct_deal_id no protocolo do Google |
Preço combinado | fixedPrice na API Marketplace, fixed_cpm_micros no protocolo do Google e BidRequest.imp.pmp.deals.bidfloor no OpenRTB |
Obrigação de dar lance | must_bid |
Compromisso de entrega | INVENTORY_SOURCE_COMMITMENT_GUARANTEED ou INVENTORY_SOURCE_COMMITMENT_NON_GUARANTEED, na origem de inventário do Display & Video 360 |
Natureza do preço | INVENTORY_SOURCE_RATE_TYPE_CPM_FIXED ou INVENTORY_SOURCE_RATE_TYPE_CPM_FLOOR, na mesma origem de inventário |
Identificação dentro da exchange | dealId da origem de inventário, exclusivo por exchange e não entre exchanges |
O ID de transação só existe na fatia de publishers da verba brasileira
O Digital AdSpend do IAB Brasil com a Kantar Ibope Media, ano-base 2025, divulgado em 29 de abril de 2026, aponta R$ 42,7 bilhões de investimento em mídia digital no Brasil, com 55% em social media, 26% em search e 19% em publishers. Os 19% equivalem a aproximadamente R$ 8,1 bilhões, e esse número é calculado por mim a partir dos dois dados publicados, não uma linha do estudo.
Nas plataformas de autosserviço em que social media e search são comprados, não existe contraparte para negociar: quem vende o inventário é a mesma empresa que opera a interface de compra. É o jardim murado funcionando como desenhado, e dentro dele não há ID de transação a pedir. Todo o vocabulário deste texto vive na outra fatia, que é exatamente a que chamo de Mídias Alternativas e a que descrevo em detalhe no guia de Mídia Programática no Brasil.
Nas buscas que fiz em 7 de outubro de 2026, não encontrei material do IAB Brasil em português que descreva os tipos de transação programática com essa separação, e o que apareceu em português sobre o assunto veio em boa parte de blog de fornecedor. A lacuna é de documentação em português: as definições das quatro rotas estão publicadas, só que na documentação das plataformas, e em páginas que o planejador raramente abre antes de aprovar o plano.
A negociação está sendo padronizada agora, e a janela de comentário fecha em 22 de outubro
Dois movimentos recentes tratam justamente da parte que hoje acontece por e-mail e planilha.
O primeiro é a Deals API v1.0, publicada pelo IAB Tech Lab em 4 de dezembro de 2025, com comentário público aberto até 31 de janeiro de 2026. O problema que o comunicado descreve é de sincronização: a transação é cadastrada à mão em mais de um sistema, e o que foi configurado de um lado não corresponde ao que foi configurado do outro. O padrão existe para que a mesma transação chegue igual aos dois ambientes.
O segundo aparece dentro do próprio Display & Video 360. A documentação da DV360 Seller API em português, atualizada em 8 de setembro de 2026 e consultada em 7 de outubro de 2026, apresenta o Deal Sync com uma definição que vale guardar: "Uma transação é um acordo de inventário de anúncios entre um comprador (anunciante ou agência) e um vendedor (publisher ou troca)". O objetivo declarado é oferecer "uma API padrão para que as trocas gerenciem as informações da transação diretamente e criem ou atualizem os objetos de origem de inventário do DV360 correspondentes".
O terceiro movimento tem prazo e é o que mais interessa a quem vende inventário. O IAB Tech Lab publicou em 22 de setembro de 2026 o AAMP 3.0 com a especificação OpenProposal, que padroniza o caminho da proposta até o compromisso de compra em sete etapas, e abriu comentário público até 22 de outubro de 2026. O item de linha descrito no OpenProposal é mapeado para OpenDirect 2.1, Deals API ou OpenRTB 2.6 conforme o mecanismo de transação declarado, que é a mesma classificação deste texto escrita como campo de especificação. Tratei do desenho inteiro ao escrever sobre compra de mídia agêntica e o padrão do IAB Tech Lab, e o repositório da própria especificação avisa que o documento é rascunho e desaconselha construir sistema de produção sobre ele.
Quanto custa comprar por ID de transação no Brasil
Não existe uma resposta única porque as quatro rotas formam preço de maneiras diferentes, e isso está na própria documentação. No leilão privado e no pacote de leilão o preço se forma no leilão, a partir de um piso definido por quem vende. Na transação preferencial e na programática garantida o preço é um CPM fixo, acordado antes, e ele varia por praça, formato, período, volume e grau de escassez do inventário pedido.
O número só existe depois que praça, formato e período estão definidos, e é por isso que ele sai de proposta em vez de tabela. Quando a pergunta chega nesse ponto, o caminho é montar o pedido e pedir o orçamento, e o time comercial da Adsplay faz essa conta com o inventário na mão.
O que decidir antes de pedir um ID de transação ao parceiro
São seis perguntas, e elas vêm antes da negociação de preço.
A entrega precisa ser garantida, com volume e data cravados? O preço acordado é fixo ou é piso? Quem mais pode dar lance naquela impressão? Existe obrigação de compra do seu lado? Em qual exchange esse ID vai existir, já que ele só é único dentro de cada exchange? E qual nome a origem de inventário vai receber na sua plataforma, para que o relatório não some duas coisas diferentes?
Em reunião de planejamento essas perguntas costumam aparecer depois que o ID já foi pedido, e deveriam aparecer antes. Respondê-las no briefing transforma a conversa com o publisher em uma negociação de preço, que é curta, em vez de uma negociação de termos, que é longa.
Pedir um ID de transação não garante entrega nem preço. O que garante é a combinação escrita nos dois campos, compromisso e tipo de taxa, e ela precisa estar decidida antes de a primeira mensagem sair.
Perguntas frequentes sobre ID de transação em Mídia Programática
O que é um deal ID em Mídia Programática? Bruno Campos de Oliveira, co-fundador e COO da Adsplay Mídia e co-autor do livro "Mídia Programática de A a Z", descreve o deal ID como o identificador que carrega, dentro do pedido de lance, os termos negociados entre comprador e vendedor de inventário. Na documentação do Google para o Authorized Buyers ele aparece como BidRequest.imp.pmp.deals.id no OpenRTB e como direct_deal_id no protocolo do Google, definido ali como "Identificador exclusivo do negócio". O contrato comercial existe fora da plataforma; o que a plataforma lê são o identificador, o preço e o campo que diz se há obrigação de dar lance.
Qual é a diferença entre leilão privado e transação preferencial? Segundo a Ajuda do Google Ad Manager em português, consultada em 7 de outubro de 2026, no leilão privado o publisher convida compradores específicos para dar lances a partir de um preço mínimo definido, e o inventário não comprado pode ir para o leilão aberto. Na transação preferencial o preço é fixo e negociado, e o comprador tem "uma oportunidade inicial ou 'preferencial' de dar um lance pelo preço negociado". Nenhuma das duas reserva inventário.
Programática garantida obriga a comprar? Sim, dos dois lados. A documentação do Authorized Buyers em português diz que o comprador negocia "o número de impressões que comprará a um preço fixo" e que, ao aceitar a proposta, "você se compromete a comprar o estoque do vendedor com base nos termos negociados". Do lado técnico, o campo must_bid indica quando o lance é obrigatório ao receber a solicitação.
Quanto custa anunciar por deal no Brasil? Depende da rota. Em leilão privado e em pacote de leilão o preço se forma no leilão, com piso definido por quem vende. Em transação preferencial e em programática garantida é um CPM fixo negociado, que varia por praça, formato, período, volume e escassez do inventário. A conta só fecha com o pedido montado, e é por isso que ela acontece na proposta, não em tabela.
O mesmo ID de transação pode aparecer em mais de uma exchange? Pode. A referência da API do Display & Video 360 define o dealId como um identificador que "precisa ser exclusivo entre os compradores em cada exchange, mas não necessariamente entre as exchanges". Dois IDs iguais vindos de exchanges diferentes são transações diferentes, e por isso o nome dado à origem de inventário importa para o relatório.
Fontes
Google, Ajuda do Google Ad Manager, "Visão geral de leilões privados", em português, consultada em 7 de outubro de 2026. Google, Ajuda do Google Ad Manager, "Programática garantida x Transações preferenciais", em português, consultada em 7 de outubro de 2026. Google, Ajuda do Authorized Buyers, "Criar uma transação", em português, consultada em 7 de outubro de 2026. Google, documentação de desenvolvedor do Authorized Buyers, "Transações programáticas garantidas", em português, consultada em 7 de outubro de 2026. Google, referência da API do Display & Video 360, versão 4, recurso de origem de inventário, em português, consultada em 7 de outubro de 2026. Google, Ajuda do Display & Video 360, página sobre otimização em todas as campanhas e em todos os anunciantes, em português, consultada em 7 de outubro de 2026. Google, documentação da DV360 Seller API, visão geral do Deal Sync, em português, atualizada em 8 de setembro de 2026 e consultada em 7 de outubro de 2026. IAB Tech Lab, página de padrões do OpenRTB, com o histórico de versões e a versão OpenRTB v2.6-202309, de setembro de 2023, consultada em 7 de outubro de 2026. IAB Tech Lab, comunicado de lançamento da Deals API v1.0, 4 de dezembro de 2025, com comentário público aberto até 31 de janeiro de 2026. IAB Tech Lab, comunicado do AAMP 3.0 com a especificação OpenProposal, 22 de setembro de 2026, com comentário público até 22 de outubro de 2026. IAB Brasil com Kantar Ibope Media, Digital AdSpend ano-base 2025, divulgado em 29 de abril de 2026.
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