Amazon DSP agora faz parte do Amazon Ads Agent: o que muda no plano

Em 10 de setembro de 2026, a Marketing Dive publicou, em reportagem de Peter Adams, que um grupo selecionado de marcas americanas passou a comprar espaço publicitário dentro do ChatGPT usando o Amazon DSP, em um piloto que a publicação descreve como serviço gerenciado. Dezenove dias depois, em 29 de setembro, a MediaPost noticiou que o Amazon DSP tinha deixado de existir com esse nome.
O inventário novo entrou por uma porta só, e a porta estava sendo renomeada enquanto o anúncio circulava. Quem escreveu "Amazon DSP" num plano de mídia em setembro escreveu uma sigla com data de validade.
No Brasil, o efeito prático não está no nome novo. Está nas duas decisões que o nome vinha escondendo: em qual modelo de operação a conta roda, e qual requisito de entrada esse modelo exige.
O que a Amazon Ads escreveu sobre o fim do nome Amazon DSP
A página de produto do Amazon DSP, que consultei em 13 de outubro de 2026 nas versões em português e em inglês, abre com a frase "O Amazon DSP evoluiu para o Amazon Ads Agent, uma plataforma de anúncios omnicanal com IA que funciona a seu serviço". O subtítulo da mesma página diz "O Amazon DSP agora faz parte do Amazon Ads Agent", e a versão em inglês registra "Amazon DSP is now part of Amazon Ads Agent".
A página responde o que acontece com quem já opera a conta. "Suas campanhas, públicos-alvo, criativos e relatórios são transferidos automaticamente para o Amazon Ads Agent", "Suas credenciais de login, estrutura da conta e permissões da equipe permanecem as mesmas", "Sua estrutura de preços atual é transferida" e "Sua certificação em Amazon DSP existente permanece válida".
O que a página não traz é data. Nenhuma das duas versões informa quando a transição começou nem quando termina. A data pública veio da imprensa especializada: a reportagem de Laurie Sullivan na MediaPost, de 29 de setembro de 2026, situa o anúncio no evento unBoxed 2026 e descreve o Amazon Ads Agent como a plataforma que substitui o antigo Ads Console e a experiência do Amazon DSP, agora com uma camada de conversa por texto.
DVA+ é o nome que a compra de display, vídeo e áudio recebeu
Na mesma página de produto, a Amazon Ads escreve: "O DVA+ traz o poder da programação para todos os anunciantes com a criação de campanhas simplificada e baseada em resultados". E, na seção que trata de preço, registra que a estrutura "incluindo opções de autoatendimento e serviço gerenciado, continua no DVA+".
A própria página não expande a sigla. Quem expande é a MediaPost, na reportagem de 29 de setembro de 2026, que nomeia os três tipos de campanha da plataforma como "Sponsored Ads", "Display, Video, and Audio (DVA+)" e "Full-Funnel Campaigns", e descreve o DVA+ como a reunião, em uma experiência de compra só, do que antes era gerenciado por Sponsored Display, Sponsored TV e campanhas programáticas.
A mesma reportagem cita Kelly MacLean, vice-presidente de engenharia, ciência e produto da Amazon Ads: "With DVA+, we have brought the power of programmatic to advertisers of all sizes", que traduzo como "com o DVA+, levamos o poder da programática a anunciantes de todos os tamanhos". A tradução é minha, e o verbatim em inglês fica publicado ao lado justamente porque a Amazon não publica essa frase em português na página que li.
A documentação em português ainda não concorda consigo mesma
Três páginas do mesmo site, no mesmo idioma, consultadas no mesmo dia, usam nomes diferentes para o mesmo produto.
A página de produto já carrega o nome novo. O guia "O que é uma plataforma de demanda?", também em português, continua descrevendo "Amazon DSP é uma solução de marketing omnicanal" e não menciona Amazon Ads Agent nem DVA+ em nenhum ponto. E a página de recurso "Conta de gerenciamento para anúncios patrocinados e Amazon DSP", publicada em 19 de novembro de 2020, descreve o painel unificado também pelo nome antigo.
Isso não é defeito de ninguém. Documentação de plataforma grande muda por página, não por decreto, e a tradução chega depois do original. A consequência prática é de redação de plano: quando a plataforma troca de nome, a linha do plano precisa nomear o console e o tipo de campanha, não só o fornecedor. É o mesmo cuidado que já valia na troca de nomes de fontes de inventário no Display & Video 360, quando Unruly virou Nexxen e Connatix virou JWX sem que o inventário por trás mudasse.
Autoatendimento e serviço gerenciado decidem quem configura a campanha
A frase da Amazon Ads sobre preço diz que as opções de autoatendimento e serviço gerenciado continuam no DVA+. Vale olhar o que cada uma significa, porque a diferença entre elas decide coisas que o briefing costuma tratar como detalhe.
O guia "O que é uma plataforma de demanda?", da própria Amazon Ads, em português, define o primeiro modelo dizendo que as plataformas de autoatendimento "permitem que os anunciantes gerenciem suas próprias campanhas". Sobre o segundo, escreve que "as DSPs de serviço completo oferecem atendimento e gerenciamento abrangentes", e que são indicadas para quem prefere "deixar os detalhes da compra de mídia para os profissionais". O guia usa "serviço completo" e "serviço gerenciado" nas duas pontas do mesmo texto sem separar os termos, e não diz que são sinônimos nem que são coisas diferentes. Vale registrar também que a Amazon Ads escreve "autoatendimento" onde boa parte do mercado brasileiro diz autosserviço, e as duas palavras descrevem o mesmo arranjo.
Tabela 1. Os dois modelos de operação de uma DSP, conforme o guia da Amazon Ads em português consultado em 13 de outubro de 2026. O guia não declara escopo geográfico para as definições. A terceira coluna é leitura minha sobre o efeito no plano, não classificação publicada pela Amazon Ads.
Modelo | O que o guia declara | O que isso decide no plano (leitura minha) |
Autoatendimento | Plataformas que "permitem que os anunciantes gerenciem suas próprias campanhas" | Quem configura segmentação, criativo e ritmo é o time do anunciante, e o acesso ao console é parte do escopo |
Serviço gerenciado, tratado no guia também como serviço completo | DSPs que "oferecem atendimento e gerenciamento abrangentes", para quem prefere "deixar os detalhes da compra de mídia para os profissionais" | Quem configura é o operador da plataforma, e o relatório que o anunciante recebe passa a ser o produto combinado |
A escolha entre os dois define quem tem o login, quem responde por uma configuração errada e qual inventário fica alcançável, porque nem todo inventário abre nos dois modelos. O piloto do ChatGPT dentro do Amazon DSP é um caso disso.
O requisito de entrada do serviço gerenciado é declarado em dólar e varia por país
O mesmo guia da Amazon Ads traz a frase "Para serviços gerenciados, normalmente é necessário um gasto mínimo de US$ 50.000 (o mínimo pode variar por país)". Em outro ponto da página, o mesmo bloco aparece repetido, dessa vez grafado "USD$ 50.000". Em um terceiro ponto, a chamada é apenas "Solicite os serviços gerenciados da Amazon Ads. Valores mínimos de orçamento se aplicam", sem número.
O requisito de entrada declarado é de gasto, não de perfil de anunciante, e a própria fonte o condiciona por país, na ressalva entre parênteses. Nenhuma das páginas que li publica o valor brasileiro, e converter cinquenta mil dólares para reais aqui seria inventar um número que a fonte não deu.
A pergunta que faço antes de montar qualquer linha de plano com DSP é essa: qual é o requisito de entrada do modelo de operação que estou propondo, no mercado em que a campanha vai rodar.
O inventário do ChatGPT chegou ao Amazon DSP por um modelo só
A Channel Insider, em reportagem de Aminu Abdullahi de 11 de setembro de 2026, descreve o piloto com a frase "Handled as a managed service, the program allows marketers to run text and image promotions", isto é, tratado como serviço gerenciado, o programa permite veicular promoções em texto e imagem. A mesma reportagem registra que a compra se dá "on both cost-per-click and cost-per-thousand-impression bases", em custo por clique e em custo por mil impressões, e que "OpenAI's advertising system determines when and where eligible ads appear inside ChatGPT", ou seja, o sistema de publicidade da OpenAI é que decide quando e onde o anúncio elegível aparece. As traduções são minhas.
As reportagens citam Chris Conetta, diretor de supply omnicanal do Amazon DSP, com a frase "Conversational ads represent the fastest growing engagement opportunity for brands to reach new and existing audiences", e Katrin Koenig, presidente da Delta Vacations, apresentada como uma das primeiras marcas a testar o arranjo.
A Marketing Dive, na reportagem de 10 de setembro de 2026, escreve que "The pilot is limited to the U.S. at launch", o piloto está limitado aos Estados Unidos no lançamento. Nenhuma das duas reportagens traz link para uma página da Amazon Ads ou da OpenAI anunciando o piloto, e não encontrei essa página. Então o que está publicado aqui é o que duas publicações especializadas, nomeadas e datadas, escreveram, e não um comunicado que eu tenha lido na fonte.
Um inventário novo apareceu dentro de uma DSP conhecida por um modelo de operação só, e quem opera a mesma plataforma em autoatendimento não recebeu a mesma porta.
O que o anúncio americano não diz sobre o mercado brasileiro
A reportagem da MediaPost de 29 de setembro de 2026 registra que o que foi anunciado está "currently available to all advertisers in the United States", disponível no momento para todos os anunciantes nos Estados Unidos. Pela leitura que fiz, não dá para precisar se a frase cobre a plataforma inteira ou um dos tipos de campanha, e esse é o único escopo geográfico declarado que encontrei sobre o Amazon Ads Agent.
Nenhuma das páginas da Amazon Ads que consultei em 13 de outubro de 2026, em português ou em inglês, nomeia país na descrição do Amazon Ads Agent ou do DVA+. E a página em português já carregar o nome novo não é evidência de nada sobre o Brasil: tradução de página é tradução de página, não declaração de disponibilidade de mercado. Essa é a regra que repito em reunião de planejamento desde que escrevi o guia de Mídia Programática no Brasil, e comunicado global sem escopo de mercado declarado continua não sendo evidência de inventário local.
A checagem prática não depende de documentação. Abra o console da conta e veja qual nome aparece na tela. Pergunte ao executivo de conta quais tipos de campanha estão habilitados para o mercado brasileiro e em qual modelo de operação. A resposta que vale para o plano é a da sua conta, na data em que o plano for aprovado.
A única página da Amazon Ads que declara o Brasil tem seis anos
Uma página da Amazon Ads declara o Brasil, e ela precisa ser lida com a data na mão. A página "Conta de gerenciamento para anúncios patrocinados e Amazon DSP", publicada em 19 de novembro de 2020, tem uma seção chamada "Onde o recurso está disponível?" que lista "América do Sul: Brasil", ao lado de América do Norte, Europa, Oriente Médio e Ásia-Pacífico, com os países nomeados um a um. A mesma página lista, em "Quem pode usá-lo?", os rótulos "Fornecedores", "Vendedores", "Serviço gerenciado" e "Autoatendimento", sem explicar nenhum deles.
Essa página serve para afirmar que a Amazon Ads declarou o Brasil para aquele recurso naquela data. Ela não serve para afirmar o estado de hoje, porque tem seis anos e descreve o produto pelo nome que a página de produto acabou de aposentar. É o mesmo cuidado de leitura que precisei ter ao comparar as versões de taxonomia do IAB aceitas pelas plataformas: a página é a fonte, e a data da página é parte do que ela diz.
Onde a compra por DSP cabe nos R$ 42,7 bilhões do Digital AdSpend
O levantamento do IAB Brasil com o Ibope, divulgado em 29 de abril de 2026 e noticiado no mesmo dia pelo Meio & Mensagem, apontou "R$ 42,7 bilhões em investimentos em publicidade digital no Brasil" em 2025, com "aumento de 12,7% em relação ao ano anterior". Na divisão por canal, "o mais popular é o social, com 55%", "seguido por search, com 26%", "e portais, com 19%".
A leitura que faço disso é de localização. Social e search são comprados dentro das plataformas dos próprios donos do inventário, em autosserviço, e somam 81% da verba. A conversa sobre modelo de operação de DSP acontece nos 19% restantes, que é a fatia que chamo de Mídias Alternativas, e onde também vivem Connected TV e os formatos que dependem de leilão com piso definido por quem vende. Operar uma DSP é, em boa medida, uma decisão sobre como comprar esses 19%.
O que escrever no plano quando o nome da plataforma muda
Comprar dentro da plataforma de um terceiro é morar em casa alugada com móveis planejados. O móvel é seu, a parede não, e o console pode mudar de nome e de arranjo sem aviso. O que sobrevive à mudança é o que o plano escreveu de forma independente da marca que está na tela.
Tabela 2. O que registrar no plano de mídia para que ele sobreviva a uma troca de nome de plataforma. Prática de planejamento escrita por mim a partir das páginas citadas neste texto, não recomendação publicada pela Amazon Ads nem pelo IAB Brasil.
Linha do plano | O que registrar | Por que sobrevive à troca de nome |
Plataforma | Nome do console na data de aprovação, mais o nome anterior entre parênteses | Permite reconciliar relatório antigo com relatório novo sem reunião |
Tipo de campanha | O nome do produto de compra, como display, vídeo e áudio, e não só a sigla da plataforma | O tipo de campanha costuma mudar de nome depois do console |
Modelo de operação | Autoatendimento ou serviço gerenciado, declarado por escrito | Define quem configura, quem tem o login e quem responde pela configuração |
Requisito de entrada | Gasto mínimo exigido no mercado da campanha, com a data em que foi confirmado | O requisito muda por país e por data, e a fonte global não responde pelo local |
Inventário dependente do modelo | Quais fontes de inventário só abrem em um dos dois modelos | É o que impede prometer no plano um inventário que o modelo contratado não alcança |
Quanto custa comprar mídia por DSP no Brasil
Essa pergunta chega em toda reunião de planejamento, e o preço não sai de tabela. Ele se forma por praça, formato, período e volume, e na rota programática se forma no leilão, com piso definido por quem vende o inventário. O que existe de público são requisitos de entrada de cada plataforma, como o gasto mínimo que a Amazon Ads declara para serviço gerenciado, e esses requisitos variam por país, como a própria fonte avisa.
Por isso a conversa útil sobre preço é específica: qual inventário, em qual praça, em qual período, com qual modelo de operação. É o tipo de conta que se faz com o plano na mesa, e dá para fazer essa conta com o time comercial da Adsplay a partir do inventário que a campanha precisa alcançar.
O que mudou em setembro de 2026 não foi a forma de comprar display, vídeo e áudio dentro da Amazon. Mudou o nome do lugar onde essa compra é configurada, e um plano que nomeia a plataforma sem nomear o modelo de operação e o tipo de campanha vai precisar ser reescrito toda vez que o nome mudar.
Perguntas frequentes sobre o Amazon Ads Agent e o DVA+
O que é o Amazon Ads Agent? É o nome da plataforma de anúncios da Amazon que passou a abrigar o que antes era o Amazon DSP. A própria página de produto da Amazon Ads, consultada em 13 de outubro de 2026, escreve que o Amazon DSP "evoluiu para o Amazon Ads Agent". Bruno Campos de Oliveira, COO da Adsplay Mídia e co-autor de "Mídia Programática de A a Z", trata esse tipo de mudança como questão de nomenclatura de plano: o que precisa estar escrito no plano de mídia é o console, o tipo de campanha e o modelo de operação, porque a sigla da plataforma é a parte que muda primeiro.
O Amazon DSP deixou de existir? A página de produto da Amazon Ads diz que o Amazon DSP "agora faz parte do Amazon Ads Agent" e que campanhas, públicos-alvo, criativos, relatórios, credenciais de login, estrutura de conta e permissões de equipe seguem como estavam. A certificação existente em Amazon DSP, segundo a mesma página, permanece válida. A página não informa data de transição.
Qual é a diferença entre autoatendimento e serviço gerenciado numa DSP? Pelo guia da Amazon Ads em português, as plataformas de autoatendimento "permitem que os anunciantes gerenciem suas próprias campanhas", enquanto as de serviço completo "oferecem atendimento e gerenciamento abrangentes", para quem prefere "deixar os detalhes da compra de mídia para os profissionais". A diferença prática está em quem configura a campanha, quem tem o acesso ao console e qual requisito de entrada se aplica.
Dá para comprar anúncio dentro do ChatGPT pelo Amazon DSP no Brasil? As duas reportagens que descrevem o piloto, da Marketing Dive em 10 de setembro de 2026 e da Channel Insider em 11 de setembro de 2026, dizem que ele está limitado aos Estados Unidos no lançamento e que é tratado como serviço gerenciado. Nenhuma página da Amazon Ads ou da OpenAI anunciando o piloto foi localizada nesta pesquisa, e nenhuma fonte consultada declara escopo brasileiro. A conferência que vale é com o executivo de conta da plataforma, sobre a sua conta e na data da campanha.
Quanto custa anunciar por DSP no Brasil? Não sai de tabela. O preço se forma por praça, formato, período e volume, e na rota programática se forma no leilão, com piso definido por quem vende. O que é público são os requisitos de entrada declarados por cada plataforma, como o gasto mínimo que a Amazon Ads informa para serviço gerenciado, com a ressalva da própria fonte de que o mínimo varia por país. Para um número que corresponda ao inventário e à praça da sua campanha, a conversa é com o time comercial da Adsplay.
Fontes
Amazon Ads, página de produto do Amazon DSP, versões em português e em inglês, consultadas em 13 de outubro de 2026. Sem data de publicação ou atualização declarada. Amazon Ads, guia "O que é uma plataforma de demanda?", em português, consultado em 13 de outubro de 2026. Sem data declarada. Amazon Ads, página de recurso "Conta de gerenciamento para anúncios patrocinados e Amazon DSP", em português, publicada em 19 de novembro de 2020, consultada em 13 de outubro de 2026. MediaPost, "Amazon Reboots Ad Business, Emphasizes Agentic", por Laurie Sullivan, 29 de setembro de 2026. Marketing Dive, "Amazon pilots ad services in ChatGPT: What marketers need to know", por Peter Adams, 10 de setembro de 2026. Channel Insider, "Amazon DSP Lets Advertisers Buy Ads Inside ChatGPT", por Aminu Abdullahi, 11 de setembro de 2026. Meio & Mensagem, "IAB: publicidade digital atinge R$ 42,7 bilhões em 2025", 29 de abril de 2026, sobre o levantamento do IAB Brasil com o Ibope, ano-base 2025.
Bruno Campos de Oliveira é co-fundador e COO da Adsplay Mídia, co-autor de "Mídia Programática de A a Z" e professor convidado, com aulas na ESPM e na USP em 2026. É formado em Gestão de Marketing pela USP.
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